Tuesday 17 March 2020

Eu amo chick-lit!

Já falei que gosto de ler, já falei que comecei a ler muito cedo... Agora, pra quem ainda não notou, confesso: sou viciada em chick-lit - ou seja, literatura para mulherzinhas. Essa é a denominação para livros escritos com assuntos que agradam a mulheres como o... AMOR! e "E viveram felizes para sempre..." É um mercado em franca expansão e algumas editoras até criaram selos exclusivos para o gênero.

Pois é. Acontece que, dentro da classificação há um leque imenso de tendências: aquela em que o sexo é o foco principal, outra na qual o consumismo impera, mais uma sobre viagens... Norah Roberts e Danielle Steel são rainhas de vendagem no estilo. Pena que são tão comerciais, lançando um livro a cada quinze minutos, que suas histórias acabam ficando iguais, e a gente as esquece assim que chega na página final. Li um único romance da Danielle e não preciso ler outro. Meu primeiro da Norah não gostei, então, dei mais uma chance a ela e me agradou em cheio, tanto que reli diversas vezes, mas acho que não preciso comprar outros. Aquele bastou.


Há outras também, embora não tão conhecidas, vazias, vazias, vazias. Mas como capa de livro e resenha não são suficientes para nos alertar, estou sempre correndo risco de pegar uma porcaria pela frente. E que las hay, las hay, exatamente como em qualquer outro tipo de literatura.

Ultimamente tenho notado uma turminha de escritoras amargas, amarguradas, frustradas, que não vêem - hum, acho que o acento caiu -, digo, não veem luz no fim do túnel da vida e as editoras (ou serão os livreiros?) as têm colocado sob o mesmo título. Mavis Cheek é uma delas, ô fulana de mal com a vida, sô!

Eu protesto! Chick-lit que se preze tem que ter o herói e/ou a heroína; tem que ter aventura, criar expectativas, obstáculos que serão superados, diálogos inteligentes, momentos de sedução e, mais do que tudo, um final feliz.

Agora que acabei de ler O Fantasma está na hora de contrabalançar o thriller com um romancezinho. Vou catar na prateleira e depois eu conto.

Agradecimentos a Santa Monica Public Library pelo "chick" acima.

Em tempo: experimente ler "Passo Trote Galope", "Quer Apostar?", "Sob o Signo de Centauro", "Carrossel", "Vale das Luas" e "Perdi a Cabeça", todos da autora brasileira Nancy de Lustoza Barros e HIrsch - garanto que o selo chick-lit é bem apropriado.

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