Showing posts with label Ooops. Show all posts
Showing posts with label Ooops. Show all posts

Monday, 13 November 2023

Crítica a Perdi a Cabeça




Réplica às considerações do Blog Listas Literárias sobre o romance da autora brasileira Nancy de Lustoza Barros e Hirsch: Perdi a Cabeça.


1 - Enquanto romance burguês - e tem aparecido alguns - Perdi a cabeça procura desempenhar determinado papel, enquanto, assim como parece o Brasil, joga-se num passado mítico e de um recorte bastante específico que acaba isolado numa bolha ínfima e privilegiada dentro de um todo, maior e mais complexo, de modo que o romance soa nostálgico, isso no conceito problemático de nostalgia;

Sim, é burguês, é nostálgico (problemático por quê? O tom da história não tem nada de sombrio), sim, o passado é mítico – romances têm o aval para usar mitos. Sim, houve uma escolha proposital de um recorte do tempo para posicionar a história. Pergunta que não quer se calar: por acaso o crítico leu alguma vez livros de Nora Roberts, Nicholas Sparks, Janet Evanovich? Parece-me que ele está totalmente desconectado deste tipo de literatura, altamente bem-sucedida. Cabe notar que não me coloco no mesmo patamar destes fenômenos, sou mera copiadora pretenciosa.

2 - Tal mergulho no tempo é feito, diga-se, com bastante sinceridade, pois a autora deixa claro em nota que "esta história se refere a um período em que aparelho celular era algo do futuro, fumar não era execrado, a lei seca e nem o politicamente correto tinham sido concebidos. Também, o vírus da Aids não havia chegado ao Brasil". A nota, aliás, é de interessante curiosidade, especialmente por incluir o politicamente correto ao lado doutros comportamentos. Há na burguesia um levante recente contra o politicamente correto, e compreendo que há pontos a serem discutidos na questão, entretanto, em muitos casos em que se advoga contra ele trata-se de barreiras a processos civilizatórios de avanço da sociedade, por isso questão polêmica. Nesse aspecto há certa sensação de positivismo à época em que se passa a narrativa, especialmente se atentarmos para a própria narrativa;

De onde o crítico tirou a ideia de que há alguma revolta contra os processos atuais civilizatórios? A nota tem a clara intenção de alertar: “não faça isto em casa”! ou seja, não aprova a promiscuidade que eventualmente provocaria uma exposição ao vírus HIV.

3 - Em resumo, o livro é em grandíssima parte este mergulho nostálgico aos anos 80, e mais que isso, a um estrato bastante reduzido da sociedade e da própria história, que afora algumas referências mais pontuais, não ambienta com destaque a narrativa, pois que no centro de tudo estão os costumes e as ações a partir de tais costumes;

Bó! Por acaso o Senhor Crítico leu algum romance não biográfico de Nelson Motta? Sem ousar me comparar a ele, pelamordedeus, mas pelo recorte no tempo. Ou será que assistiu à série Bossa Nova? Vá se instruir, garoto!

4 - Para isso a autora constrói a sua narrativa a partir do núcleo de uma família tradicional burguesa, mais especialmente sobre os irmãos Vinícius e Lettie, cujos comportamentos são aparentemente distintos, mas que no fundo carregam ambos o egocentrismo natural dos abastados e privilegiados. Ele num drama entre assumir ou não os negócios da família enquanto impactado pelo "amor", e ela no melhor estilo Patricinhas de Beverly Hills quer curtir a vida doidamente junto com as amigas;

Verdade! O crítico claramente escolheu se opor a retratos propositalmente emoldurados pela burguesia e pelo dolce far niente.

5 - Tudo isso acontecendo em meio a uma situação peculiar a que todos são envolvidos, que inclusive procura dar notas de narrativa policial ao romance, mas que não se confirmam. A narrativa se passa boa parte no hospital da cidade por causa de um acidente em que Lettie e as amigas acabam se envolvendo, e onde Vinícius vindo da Europa terá de decidir seu futuro. É nesse ambiente que a existência de segredos surge, bem como o próprio comportamento irresponsável muitas vezes de suas personagens, aliado a certa propaganda de determinados costumes;

Propaganda de determinados costumes ou relato de tais costumes?

6 - Na verdade é que tudo parece deslocado no tempo, o que nos causa estranheza. Casamentos arranjados, bebedeiras ao volante, a vida livre de privilegiados que não precisavam "dividir" o país, a banalidade dos afortunados, enfim, tudo isso sob tintas positivistas neste leitor, pelo menos, causaram certo desconforto e, por mais que seja o retrato de determinado período e dum estrato bastante minoritário, faz com que o livro pareça um tanto ultrapassado, impressão que cresce com o final bastante semelhante aos antigos melodramas;

Eu tive duas colegas de escola cujos casamentos foram arranjados pelas famílias naquela época e depois, mais recentemente, um amigo se sujeitou a isto. Um conhecido combinou com a noiva que se casariam para se libertarem das exigências familiares. Uma amiga aceitou casar-se como disfarce para o amigo gay. O crítico flagrantemente não é uma pessoa do mundo ao negar os afortunados, os melodramas da vida real, o comportamento irresponsável, a burguesia e o egoísmo das pessoas.

7 - Todavia, tais questões são de escolha estética e política de quem escreve, e não há aqui qualquer julgamento de valor, pois podem ser discutidos a partir dos elementos da estrutura literária. Nesse sentido algumas questões devem ser levantadas. Primeiro que o romance fica muito a mercê dos costumes e das intenções de tal abordagem, de modo que o enredo se fragiliza por promessas de tensionamento que não avançam;

Ok.

8 - Além disso, há certa desproporcionalidade na ação que às vezes dá um baque na verossimilhança interna, como as participações policiais na narrativa, ora exageradas, ora tímidas. Aliás, é interessante observarmos certa naturalização do comportamento policial pouco ortodoxo, carregado de privilégios e tratamentos diferenciados, o que se colocado na obra de modo crítico, poderia ser virtude. Entretanto, como muito das naturalizações de comportamentos que hoje são questionados pela sociedade, há no positivismo de alguns olhares do romance que promovem certa alienação;

A polícia era ontem e é hoje isenta e ortodoxa? Em que país este crítico mora?

9 - Somado a isso, penso que os personagens, especialmente os protagonistas carecem de força, ou mesmo de empatia. Todos praticamente, serviçais do ego, sem aventuras psicológicas profundas, fortemente mimados pelos privilégios sociais que gozam. Isso a certo modo, de maneira positiva faz saltar ao espelho as contradições que certa cegueira enevoa ao esconder tudo aquilo que existe para além do universo dos Avoeiros e Bogado;

Verdade.

10 - Enfim, Perdi a cabeça é romance escrito com o domínio da linguagem, mas cuja mensagem e estética escravas de uma nostalgia que não se abre ao novo mundo parece criar uma prisão, uma bolha em que todos são felizes e cujos dramas não passam de ciscos sob os tapetes de mansões, aqui ou na Europa. Isso tanto desconecta-se dos tempos presentes, como, paradoxalmente, muito nos diz do agora.

Bolha propositalmente criada e colocada no passado para justamente contrastar com os dias de hoje. Mas agradeço o “domínio da linguagem”. Afinal foi o que ficou de positivo da apreciação feita.

Minhas conclusões: mais uma vez, não me dou bem com críticas. Quem sabe com mais tempo e exposição? Porém, tenho os seguintes comentários: o crítico – como todos eles, ou seja, mais um da mesma escola – tem em alta conta sua erudição e se perde com frases de efeito nas quais o sentido acaba escapando ao leitor comum interessado numa história. Creia-me, meu senhor, o mundo caracterizado em Perdi a Cabeça existiu e ainda existe, ele apenas lhe é desconhecido. O crítico acha estranho o que não lhe é conhecido: “Narciso acha feio o que não é espelho”, com a licença de Caetano Veloso na composição daqueles anos em que o livro situa sua história.



Tuesday, 25 April 2023

Noblesse Oblige - Sim ou Não?

A colunista sempre escreve de forma interessante, embora algumas vezes não concorde com ela. No caso do texto abaixo, gosto e desgosto. Se começamos a leitura pelo texto corrido, deixando de lado a introdução: que delícia, quanta coisa engraçada, que diz muita coisa a muita gente! Se lermos apenas o início da coluna, aquilo que está entre parênteses, que engraçado! Que esperteza! Lido o conjunto todo, nada nobre o que foi feito para se obter a vantagem de uma reserva sob falsa pretensão... Quem concorda?


Friday, 10 February 2023

A Estrada Lincoln

Este é o último livro lançado aqui no Brasil do escritor Amor Towles. Adorei o primeiro que li, detestei o segundo. Recomendo o "Um Cavalheiro em Moscou" e "Regras de Cortesia" eu ojerizo, jogo no lixo, desprezo, me decepcionei. Tanto que tive dúvida se leria esse terceiro.

Ainda bem que li! O escritor atua como se fosse um mágico no meio do palco, casaca e cartola pretas, echarpe e luvas brancas. Ele cumprimenta a plateia, e começa a fazer surgir de suas mangas pombas, flores, relógios, coelhos. Depois, tira da cartola um imenso amarrado em sucessão de lenços e echarpes. Alguns muito longos, outros mais curtos, de cores variadas e estampas outras. E o homem leva o tempo a seu bel-prazer.

Demorei um pouco para engatar logo de início, mas os quatro amigos que embarcam num carro com destino certo, que se perdem nas quebradas da vida, nos envolvem e, quando vemos, estamos dentro de um Studbaker azul-claro, cruzando os Estados Unidos, do interior de Nebraska até a metrópole nova-iorquina. E de volta de novo. Num trem de carga sacolejante, na companhia do bem e do mal.

Muito bom!

"Não seria maravilhoso, pensou, se a vida de todo mundo fosse como uma peça num quebra-cabeça? Aí a vida de ninguém jamais seria um inconveniente para a de outra pessoa, porque se encaixaria direitinho no seu devido lugar, o lugar especialmente destinado a ela, e, ao fazê-lo, completaria o desenho complexo."

Obs.: Não consigo entender quando uma editora "quebra" um hífen de uma frase para outra. Apenas um na sentença de cima basta! No caso, a Intrínseca começa com este sinal gráfico em duplicidade e depois fica só com um! Ai-ai.

Tuesday, 18 January 2022

Acredite se Quiser




Num hotel em uma importante avenida da cidade que não pode parar, da locomotiva do Brasil, da mais-mais em serviços, onde mora o PIB nacional:

Cena UM
Pergunta a um camareiro num corredor:
- O restaurante é por aqui?
- Sei não - responde ele.

Cena DOIS, dentro do restaurante:
Pergunta ao maitre d'hotel:
- Qual é o tipo de comida do restaurante?
- Isto é com o garçom - diz ele.

Cena TRÊS, com o garçom:
- Que tipo de comida serve o restaurante?
- A la carte...

SENAC neles!!!

foto: am.senac

Monday, 10 February 2020

Qual Delas?


Ó dúvida cruel! Continuar escrevendo Piuí ou partir pro Imo?


Friday, 21 September 2018

Um cliente a menos



Algumas postagens neste blog com o marcador "Ooops" também podem ser classificadas como "Nan Cri-cri" ou "Nan Bronquinha".

Não consigo entender determinados profissionais que não zelam por seu negócio ou que empregam pessoas sem instrui-las principalmente nas funções básicas que são o trato com o público.

Alerta antes que você continue a ler, quem costuma vir aqui, sabe: eu quero contar uma história e, eventualmente, ela será longa. Paciência, segura as pontas.

Durante vários anos usei os serviços estéticos da papisa de determinado procedimento. Ela não deixou herdeiros. Fiquei a ver navios. Uma amiga mencionou uma cadeia de lojas que oferece os mesmos serviços e resolvi experimentar. Achei ótima a opção de marcar horário via internet e consegui atendimento para o dia seguinte!

Correu tudo ok e resolvi voltar pela segunda vez. A marcação para o dia seguinte via internet funcionou como antes, a confirmação veio rapidamente. De manhã, uma hora e quinze antes do compromisso recebi um lembrete sobre o horário no celular - ótimo.

Cheguei à loja alguns minutos adiantada - noblesse oblige - e aguardei na rua até que alguém abrisse a porta - facilmente relevável.

A atendente me informou que a profissional que deveria me atender não viria por problemas de saúde. - Relevei.

Não me ofertaram outro profissional para aquele horário - Relevei.

Não houve um sorriso - Relevei.

Não houve um pedido de desculpas – Relevei.

Pelas explicações que ouvi, alguém poderia ter me ligado para avisar a tempo antes que eu saísse de casa - NÃO RELEVO.

Lembrem-se, quem não tem competência não se estabelece. Em tempos cibernéticos esta máxima continua valendo. Já tenho o endereço de outros profissionais.

Friday, 22 September 2017

Você e eu no Facebook



Foto: o muito querido Toby!

Queridos amigos,

É um grande prazer ter você em meus contatos. Velhos amigos, com nossas experiências a partilhar, novos amigos, com tudo aquilo que nos aguarda daqui pra frente. Notem que eu não dou um 'curti' em postagens que contêm erros de português - me incomoda divulgar e incentivar. Procuro ler todas as mensagens, mas obviamente, algumas escapam. Entendo que o mesmo pode ocorrer com vocês. Porém, se você NUNCA se manifesta, por que veio a minha porta e pediu minha amizade? Até hoje, apenas uma pessoa foi bloqueada de minhas amizades: uma prestadora de serviços muito simpática, que se vende muito bem, mas não é capaz de administrar o que se propõe. Bye bye, baby. De resto, se eu curti diversas de suas postagens e nunca obtive uma reação sua nas minhas, daqui pra frente, passo a ignorar sua presença. Um grande abraço.

Wednesday, 13 September 2017

Prudência


Nada mais é sagrado, nada mais é segredo.



Clique para ouvir a música de George Michael, Careless whispers. of a good friend -  be careful!



Tuesday, 15 August 2017

Ooooops!




Os tradutores que fizeram as legendas da série Outlander na televisão indicam JACOBITAS como jacobinos. É errado!

Os jacobitas apoiavam o católico rei James II da Inglaterra, contra a casa de Hannover protestante no final do século XVII e meados do XVIII. Os JACOBINOS eram políticos franceses com ideais radicais, liderados por Robespierre, ao final do século XVIII. Ou seja, países diferentes, intentos diferentes, épocas diferentes. Não precisou de cultura pra se saber isso: bastou ir ao Google, alertado pela diferença entre "jacobites" e "jacobins". Elementar meu caro Watson!

Aliás, falando na série, vale assistir. Caitriona Balfe no papel principal dá um banho de interpretação!

(Um aparte: o repórter da rádio BandNews que anunciou "Carmem, a ópera de 'Bizete'" não tem cultura mesmo. A pronúncia de Bizet é como a de bidê: bizê!)


Monday, 10 April 2017

O que se come numa churrascaria?



Fomos convidados a conhecer uma casa de carnes nova (para nós). Felizes aceitamos, o endereço muito agradável e conveniente, a companhia excelente, a fome no ponto, a expectativa boa. 

Obviamente, sendo domingo, o restaurante estava bastante disputado, as mesas muito juntas - tivemos que tomar vitamina C quando chegamos em casa, porque a garota da mesa vizinha estava numa gripe ferrada e um de nós até começou a espirrar. Os garçons circulavam esbarrando em nossas cadeiras e ficamos aguardando muuuuuito tempo até que um deles viesse nos servir. Tivemos que chamar por um.

Aparentemente ele era mais graduado que os outros e nos interrompia o tempo todo para passar instruções. Sorte dele que eu não estava faminta ou...

Há dias eu vinha imaginando um belo prato de picanha, que posso comer sem qualquer acompanhamento de tanto que gosto. O rapaz, no entanto, me perguntou se eu não preferia uma carne mais macia... Estranhei, porque picanha nunca foi dura e ele disse: é mais fibrosa. Continuei pasma.

Ele mencionou que o cordeiro estava macio e foi o que finalmente pedi. Meu marido estranhou e só então o garçom falou que a picanha DO RESTAURANTE não estava boa. Ah, bom! (Hum, agora me passou pela cabeça, será que estavam guardando para clientes especiais? Bem possível.)

Trouxeram-nos uns pastéis de carne e uns pães torrados.

O clericot que pedimos - uma sangria de vinho branco que conhecemos em Punta del Este - demorou a chegar, mas estava gostoso e geladinho. 

A salada que veio de acompanhamento foi ótima, bem como o palmito (grande, saboroso, bem temperado, macio) maravilhoso.

As carnes eram três Ojos e o meu cordeiro. Nossos anfitriões comeram muito bem - tive oportunidade de provar. Meu marido precisou retornar seu prato TRÊS vezes para que a vermelhidão e o sangue sumissem do "bem passado" que pedira.

Meu cordeiro... Sem gosto, repleto de nervo, ficou quase na totalidade no prato.

A conta veio salgada: 800 reais e os tais pastéis não faziam parte do couvert e eram caaaaaaros!

Fomos instados a voltar pelos nossos amigos para tirar a má (péssima!) impressão, mas vai demorar muuuuuito para que nos animemos, se o fizermos. Afinal, ir a uma churrascaria pra comer salada e palmito, é só pra vegetariano ou quem está de dieta.

Agora, cá entre nós, o que esperar de um restaurante que tem o mesmo nome de um bordel, foi escolhido propositalmente e não mera coincidência?

Tuesday, 21 February 2017

Conflitos



"Se você não tem algo BOm a dizer, não diga nada" x "Botar para fora tem efeito catártico".

Talvez se eu não der nomes aos bois, o efeito não será devastador?

Você pede indicação na recepção do hotel de um restaurante italiano próximo e o rapaz, bastante solíCito, sugere um logo na esquina, reCOmendando que experimentemos o pão com azeitonas de entrada.

O restaurante tem uma decoração iNteressante e somos bem reCebidos. Nossa garçonete, com um forte sotaque italiano, nos Indica os pratos do dia, que são dois peixes e ambos soam apetitosos. Mas as trufas Negras do cardápio falam mais alto. Pedimos um ravioloni e uma pizza. O vinho branco chegou "poucamente" geladO, o pão é na verdade massa de pizza e a variedade de azeitonas inclui as mínimas azedinhas até as maravilhosas grandonas de Capri.

Nossos pedidos chegaram trazidos por um busboy, mas, como a garçonete ainda não havia retirado nossos pratos de entrada, ele retornou para a cozinha. Não é preciso dizer que a comida voLtou quase fria para a mesa, certo?

O ravioloni tinha uma aba larga, grossa, dura, "chiclética". A massa sensaborona, o recheio beirando o iNsosso precisou de sal. A pizza também era de borda larga, com cara pálida, pediu sal e bastante azeite.

Quando a garçonete veio perguntar se estava tuDo bem e ouviu "não", saiu com o rabo entre as pernas e só voltou a nossa mesa bem mais taRde, quando já não era mais possível nos ignorar, ofEreceu sobremesa, café, chá. Chegamos a namorar o cardápio, mas deSistimos, não valia o esforço.

O maitre trouxe a máquina do cartão de crédito e perguntou se tudo havia corrido bem, ficou consternado quando ouviu a negativa. Ofereceu um aperitivo, desculpas, lamentou não ter sabido antes, mas só depois de argumentar que a massa é artesanal e quase nos chamar de idiotas.

Resumindo, de volta ao hotel, o concierge perguntou se gostamos do restaurante, nossa resposta foi: das azeitonas, sim.

Isso é pra nos ensinar que um restaurante ser italiano não é poule de dez.

Saturday, 17 December 2016

Nancy na cozinha

O Caso

Devo dizer antes de mais nada que admiro profundamente quem cozinha. Para mim, estas pessoas são mágicas, dignas do meu aplauso e do meu respeito. Eu não cozinho. Nada. Ok, pra não dizer nada, sei passar um bife, estalar um ovo, ferver um arroz de pacotinho ou de miojo – e com este lá vem bronca da Cris Guardia, nossa amiga nutricionista-sempre-alerta. Devo confessar que nem mesmo esses quitutes eu tenho feito, porque morro de medo que meu marido, apreciador de um bom prato, me amarre no pé do fogão. E lá se vão 26 anos de casamento e alguns outros de namoro.
Claro que tenho boas desculpas para enumerar e explicar (não ouso justificar) meus motivos de passar longe, bem longe da cozinha. Começa que sou canhota e o povo não tem muita paciência pra ensinar a gente. Depois, sou filha mais velha: não pode se sujar de jeito nenhum. Quando entro na cozinha, coisas serão quebradas, derramadas ou derrubadas, eu me corto, me queimo e queimo coisas, enfim, um acidente ambulante. Sempre gostei de ter unhas compridas, algumas meninas do Assunção vão se lembrar da minha primeira e única aula de vôlei. Meu passatempo predileto é ler, preciso continuar?


A exceção


Minha única concessão na vida tem sido uma receita de pavê, facílima, que aprendi com a querida família Iannini nos idos dos 1970 e que é a alegria da minha família em ocasiões muito especiais, pois só faço quando me bate a lua. Acontece que durante anos costumamos presentear nas festas com bolos do tipo inglês, aqueles que têm frutas e um traço de licor, uma delícia. As primeiras fornadas vieram da filha de um amigo dileto e mesmo quando ela foi morar na Europa, ele fazia questão de pegar nossas encomendas. Infelizmente, como o próprio dizia, “o mundo ó”, indicando com dois dedos que as coisas mudam, ele foi tomar uísque com o amigo Harry de Veneza em outras paradas.
Daí, providencialmente, a britânica que habita nossos corações começou a nos fornecer, porém, ela decidiu que precisava aprender espanhol e tinha que ser in loco. Bye, bye, Brazil, hello Bolívia.
E agora, José?


Sem pai nem mãe, dei tratos à bola no sentido de o quê poderia eu mesma fazer. O pavê da Sil não é prático como presente porque tem que estar gelado. Lembrei do delicioso bolo de Coca-Cola e chocolate que chamo “do Arrelia”, que me foi ensinado pela Li, neta dele. Porém, também é muito molhado, difícil de embalar. Pensei em brownies, pesquisei na internet e choveu receita. Nenhuma fácil. Desisti e me resignei a bater pernas à procura de presentes já meio em cima da hora. Até que vi no Facebook o filmete de alguém fazendo um tipo de bolo inglês e pareceu muito simples. Resolvi arriscar.

Mão na massa






Separei os ingredientes. Os ovos do “Guilinheiro”. A farinha que fica no congelador já que quase não se usa. O açúcar e o fermento comprados especialmente. Leite sem lactose, faz favor. Canela, água, maçãs. Notei que não tinha os 400 gramas regulamentares de oleaginosas e frutas secas, completei com goji berry.
A droga do motor da batedeira estava no lugar mais alto do armário e o cretino que usou por último não limpou direito antes de guardar. Grrrrrr. A tigela há muito já se foi: este eletrodoméstico veio no enxoval do meu marido. Improvisei com um tupperware... quadrado, porque não tinha outro vasilhame redondo na residência.
Como também não achei forma de tamanho decente, usei as duas únicas, pequenas, que se apresentaram. Mole, pensei, é só dividir a receita. Detalhe, ambas de cone central. Uma de vidro, a outra de metal.
         Com as unhas feitas na cor vermelha igual a bolas de natal, encarei estoicamente o lance de untar as formas. Ugh. Separei irmãmente as frutinhas e oleaginosas, batizei com água e açúcar, coloquei as fatias de maçãs. Na tigela, a manteiga gelada se recusou a desmanchar com a batedeira. A farinha de trigo me deixou branquinha. A tampa do fermento se recusava a abrir e quando saiu veio com o anel do lacre e tudo...

O forno dos infernos


Temos um forno que só falta falar, com quem sabe a linguagem dele, claro, que não é a mesma que a minha. Marquei a temperatura, o tempo que eu queria e o calor por igual tanto em cima quanto em baixo. Pra me garantir, conferi a hora e depois fui terminar o resto.
Um aparte: a massa só deu para cobrir a primeira forma. Tive que fazer outra, ou seja, ovos, açúcar, leite, manteiga, canela e fermento, tudo de novo. As maçãs boiaram em vez de ficarem quietinhas lá embaixo junto com as castanhas e o resto.
Dentro do forno, o bolo crescia, mas passou dos 40 minutos e ele não desligava. Resolvi fazer o teste do palito e só acertava nas maçãs, ou seja, o palito sempre voltava úmido. Dúvida cruel: está pronto ou não? Depois de uma hora, desliguei. Ao desenformar, ainda estava tudo molhado lá dentro.
Reprogramei o forno de novo e fiz minha segunda tentativa. Ele não desligou e não apitou. A massa ultrapassou o cone e as maçãs afloraram. Quando estava bem corado, desliguei. São dois bolos completamente diferentes, muito feios, mas o sabor até é razoável.
Eu odeio cozinha.

Da forma de vidro

Da forma de metal

Wednesday, 14 December 2016

Pausa para Alerta

O seguinte post é de fevereiro de 2009, mas pouco mudou de lá para cá, apenas aumentou a lista de empresas com a Claro, a Net, a Oi...


É impossível não comentar as armadilhas que as (grandes?) empresas preparam para o consumidor desatento.

1. Revista Veja - liga com promoção de renovação muito antes do término da vigência da assinatura. Se você bobeia, o dinheiro que pagou anteriormente vai para o bolso dela...

2. Droga Raia - oferece desconto sobre um preço diferente e maior do que a etiqueta para o portador do cartão preferencial. Quem não faz as contas antes de pagar é literalmenente enganado. Eu, hein.

3. Vivo - envia mensagens diárias sobre a possibilidade de você salvar os dados de seus contatos armazenados em seu telefone junto à empresa. E cá entre nós, quem garante que essas informações não serão usadas em benefício da mesma? Uma pessoa mais distraída pode apertar o botão de "ok" e lá se vai a privacidade de seus amigos.


Saturday, 5 November 2016

When is Enough Enough?

The article below was written last August, when we went for lunch on the brand new French bistrot Formidable (read it as formi-daa-bl and not for-mi-dable). Last Sunday, after duly voting for mayor in Rio de Janeiro, we tried it again. After all, the food was excellent despite the desorderly explanations and service of the previous experience.

We ordered gnocchi and a green salad with chevre cheese. Two white wine glasses came duly chilled and delicious, just the right temperature to celebrate 30 years anniversary. Much to our surprise, right in the middle of the excelent starter an uninvited guest appeared leisurely strolling on the lettuce. The maitre apologized and offered to give us another dish. We said there was no problem,: we have a vegetable garden at home and are familiar with the insects. We told them, however, to be more careful.

The maitre said that the chef would come to talk to us. The gnocchi arrived hot, tender, with a white tasty cream sauce covered with crispy almonds. Up until we finished, no sign of the chef. We skipped the desert and ordered the bill. There was no discount, no peace offering. The waiter was giving us our receipt when the man finally showed up. He presented his excuses, so fake, so heartless, his face showing only contempt! 

Gone are the days of chivalry, of being proud of one's job, the effort to serve well. What is the pleasure of eating if, despite the good food, the service makes you want to puke? Once again it will take us a while to go there again, if ever.  


When you go out to eat food and end up eating concept - published on THE UMBRELLA magazine edited for the English speaking community of Rio de Janeiro. If you are interested to know more about it, click here.

A concept is an idea, a theme. Either you buy it or not. For example, marketeers have bottled Copacabana’s seawater, Ipanema’s sand and even our beloved city’s aroma for selling our tourism industry to foreigners.

Now, eating a concept: a chef (or his investors) snatched a fancy address in Zona Sul of Rio de Janeiro and decided to make a tribute to French cuisine. The place supposedly is a bistrot just like those formidable ones you will find on a Parisian streetcorner; or so they say.

As you enter, the waiter explains that both you and your partner must choose either the menu degustation for both, or separate a la carte dishes, “because our kitchen is too small”. The thing is a little bit confusing; however, a glass of white wine later it is time to enjoy the formidable surroundings.

There are shelves on the walls with smashed-in cardboard boxes. They are doubtless meant to be part of the decoration, but they look like there was no other place to put them. Perhaps the interior decorator was fired before finishing his job? Or, perhaps the owner just did not care about the ambience. Oh, yes, let us not forget: the concept!

The bench seats are comfortable, as are the wooden chairs. The tableware is not remarkable and the butter served with the couvert comes in a piece of cracked ceramic. The paté of pork offered is refused, thank you very much.

A young couple arrives with a toddler. There is no high chair for the little girl. Mother and father do not mind and stay. The girl cries and kicks about. The father eats the couvert placidly. Finally, the child sleeps, exhausted, in her mum’s arms.

The waiters seem a little bit lost, even in such a small space, but seem kind if not attentive. “It is not my job” was the formidable reply when we asked for salt and coconut water. None of the waiters paid any attention to us as we left the establishment.

But, surprise, surprise! Despite the general confusion, the food is really, really, good! Both dishes we tried were exceptional: the catch of the day (dourado) with a vegetable couscous of vegetables in bouillabaisse broth; and especially the chicken breast with champignons and tarragon, served with pasta au gratin! Even the profiteroles with pale almond chocolate sauce were very tasty!

The address is Rua João Lira 148, Leblon. Opening hours daily from noon to 4 pm and 7 pm to 12 pm. Reservations: 2239 7632.

So, if you are willing to forget the concept and spend R$ 78 for a main dish or R$ 125 for the menu degustation, perhaps, in the end, you will say…Formidable

A. N.: The menu degustation is now R$ 140,00

Tuesday, 11 October 2016

No Va Bene

Bonitos, cheirosos, paletó, saltos altos... 'Bora festejar 26 gloriosos anos de casamento. Vamos ao Bene, restaurante italiano do hotel Sheraton/RJ. Afinal, lá estivemos no aniversário de uma amiga e ficamos tão bem impressionados, que retornamos de outra vez. Comida gostosa, saborosa, atendimento atencioso, local agradabilíssimo. 


Na terceira visita, o restaurante estava fechado. 

Na quarta ida, levando convidados e fazendo propaganda elogiosa, fomos informados de imediato que a famosa feijoada não estava sendo servida e a única alternativa era o bufê. Preferimos nem entrar.

As bodas foram a quinta visita. O garçom estrangeiro teve alguma dificuldade - e humor zero - para nos entender. Recebemos azeite e aceto balsâmico, uma cesta de pães, duas pastinhas como aperitivo. O branco escolhido veio sem gelo, mas no baldinho e, como a noite apenas começava, não causou muita espécie. Obs.: não recomendamos o vinho.


A entrada escolhida, um carpaccio de atum chegou sem o habitual acompanhamento que são torradinhas. Interpelado, o garçom ficou um pouco hesitante e acabou voltando com um punhado de palitos de massa de pizza e disse, sacudindo a cestinha: é só o que temos.



Soltei um: "E assim se vai uma boa impressão!". Um funcionário mais graduado percebeu que havia algo errado. Achou que o problema era com o vinho. Para evitar incômodo e ter que dar muitas explicações, eu disse que estava sem gelo. Ele providenciou mais para colocar no baldinho. 

Apesar da boa entrada, mesmo sem torradas, o prato de três massas veio frio e sensaboroso. A carne chegou também fria e o molho de cogumelos ligeiramente queimado. O espinafre com pinolis era apetitoso.



Um chá substituiu a sobremesa, melhor não arriscar mais uma decepção numa noite festiva.

O garçom pegou nosso tíquete de estacionamento para liberá-lo. Já no serviço de valete, a recepcionista mau humorada disse que não havia a chancela e que teríamos que pagar a taxa. Voltamos ao restaurante e pediram desculpas, mas não tinham o carimbo correto.


Havíamos recebido um cartão para que fizéssemos - bons - comentários no site turístico TripAdvisor. Guess what? In your dreams!


Tuesday, 19 January 2016

Cachinhos de Ouro




No filme há um personagem apelidado de Goldilocks, numa referência à história infantil de Cachinhos de Ouro, a menininha que vai morar com ursos. A tradução que aparece na tela é Cabelo de Ouro... Tive peninha do tradutor, ninguém leu pra ela aquela historinha tão bonitinha.

Wednesday, 2 December 2015

Filhos da Sorte


de Jeffrey Archer - Editora Bretrand, 537 páginas.

Escritor, lorde e político, o autor já cumpriu pena de prisão por sonegação de impostos na Grã-Bretanha. Ele publica pequenos contos e romances, todos fantasticamente escritos, sempre com um final surpreendente. Li todos e recomendo de olhos fechados. Os irmãos gêmeos são os Filhos da Sorte, separados ao nascer. Suas trajetórias correm paralelas até o inevitável encontro como rivais.

Ooops: Na tradução: ele olha para a bagunça. No dicionário: mess significa bagunça ou cantina/refeitório... Quem lê o livro verá logo, logo que o sentido é o de refeitório...


"Polemiquinha": o título do original é Sons of Fortune. Fortune significa fortuna, sorte ou riqueza. Acho que teria ficado mais bonito se a tradução fosse Filhos da Fortuna. O sentido de sorte não se perderia... O que me dizes?

Friday, 17 April 2015

Want to Know a Secret? - Umbrella

Published on the Umbrella magazine:


The CasaShopping  mall in Barra da Tijuca, close to BarraShopping specializes in home furnishings and is a nice place to buy from bathtubs to bath towels, from mattresses to lamps, just to mention a few of the goodies to be found there. Also if you like, a stroll around is always agreeable, as it’s got lots of open spaces.
What you may not know is that there are now many gastronomical options in the mall. In the new building on the recently expanded site, the novelty is “L’Entrecôte de Paris”. As is customary in Brazil, everything with a French name is supposedly posh… but the concept does not apply in this case. Do not enter the place unaware for all you will find is steak and chips. That is it! The menu consists of one single solitary item, one only choice: steak, chips and a “secret” sauce. Supposedly, like its namesake and inspiration on the Champs Élysées in Paris.
The sauce deserves a special paragraph: the waiter will tell you that the sauce is secret, which may lead your imagination to excelsior, to infinity, to heaven. On the other hand, it may cause you an excruciating doubt: will I like it? Is it something I am allergic to? Fear not! When the secret is unveiled, it turns out to be a mustard sauce. This can be a tad disappointing since mustard usually has a permanent place inside refrigerator shelves in our homes. It certainly is fine to weave the eating experience with a little suspense; however, there are better ways to tell the story. Such as, the recipe has been kept secret for a long time, or that is a family tradition being passed down through generations… In short, explain a little bit more of the puzzle.
The food is served pre-sliced, similar to the “London Broil” offering common to US steakhouse menus, and you add sauce as desired. The size of the steak is … How shall we put it delicately? Let us say that ladies on a diet will approve. Those having a hearty appetite may have to do with – here is the good news – chips, which are really good! You order as many chips as you can devour and the flow of the sauce stops only when you ask.
Included in the price is an honest small – not tiny! – serving of salad. The appetizer consists of bread and the charge is R$ 5,50 per person. Draft  Stella Artois beer is sold at R$ 8,00 and l’entrecote itself costs R$ 48,59. For dessert those with a sweet tooth should ask for the “marquise au chocolat”, delectable at R$ 18,40.
The seating capacity of the restaurant is 96 seats, and you can expect to find the restaurant almost empty at 1 pm on a regular Friday; upon finishing your meal, you will be amazed by the full occupancy of the salon and the queue forming up outside.

The address in Barra da Tijuca is Av. Ayrton Senna, 2150 – CasaShopping, Bloco O, lojas G and H. It is open from Monday to Sunday from 12 am to 10 pm. Credit cards are all welcome. If you are curious and would like to explore the place’s “secrets”, you can find more information at http://lentrecotedeparis.com.br
Bon appétit!

foto: tripadvisor

Friday, 25 July 2014

Save the Gray Dolphins!

This is the text by Nancy de Lustoza Barros e Hirsch published at the Umbrella magazine for the English speaking expats in Rio de Janeiro. In order to see the full magazine click here


My name is Carioca and I live at Guanabara Bay in Rio de Janeiro, where my family has been residing since the beginning of time. It is in the nature of our species to stay in the places we are born in forever, so, I am a proud descendant of the very ones seen by the pioneers arriving in our country. We made such an impression on the first Portuguese setting foot in Rio that later we were used as a symbol on the city’s flag, and there we remain today, proudly representing Rio’s waters. French historian Jean de Léry, writing in the XVI century, said that the sea here was “muddled” with my people and when Sir Walter Briarly visited the region in mid-1800 he portrayed us flocking around.

I am, of course, a gray dolphin.

We are called “botos-cinzas”, “toninhas” or “golfinhos” in Portuguese and our scientific name is Sotallia guianensis. We are mammals and on average we weigh 80 kilos and measure 1.8 metres long. Speedwise, we can reach 30 km per hour and we jump out of the water to communicate between ourselves. Our backs are gray, varying from dark to light, but our bellies can be white or rosy. Besides being elegant, gracious and beautiful, we are very intelligent!

According to my elders we used to enjoy about 28 square kilometers of the bay, but lately food has become far more scarce, so we prefer to stay within a smaller perimeter, where there still are plenty of trees around the waters.

Last February a group of us was scouting near the huge bridge between Rio and Niteroi and, and since we rarely go there, we made the news: our photo was stamped in newspapers, magazines and on-line. I did not understand what the fuss was about, but my companions explained that it is because we are becoming extinct. My family used to number 1000 in the 1970’s, but nowadays is only around 40.

I have been advised that the oceanographic department of Rio de Janeiro State University (UERJ) has a project called “Maqua” that monitors and identifies us by photographs—our dorsal fins are like human fingerprints, each one has its very own characteristics. Much is being done to protect us, but it is not enough. Our life expectancy is about 30 years; however, pollution is steadily curbing our chances to survive.

Construction and dredging around the bay causes the rivers that enter our waters come laden with detritus. In addition, the heavy ship traffic (lined up merchant ships, those huge tourist yachts!) destroys the oxygen in the water. This pollution also damages our hormonal and reproductive systems.

The other peril we face is running ashore or being caught by fishermen’s nets. Our relatives that live on the neighboring Sepetiba Bay are being protected by the project “Abrace o Boto Cinza” (hug the gray dolphin). Local fishermen, instead of hunting us down, will take tourists around to watch the about 2,000 species of my family there.


Despite our swiftly diminishing numbers, we, the most Carioca of all dolphins, are not officially listed as in danger of being extinct! Ways to help and more information about us can be found at: maqua.uerj.br/botosbaia.html and institutobotocinza.org

foto: istoe

Wednesday, 9 July 2014

Ressaca na Copa

Foi muita cerveja com salsicha e salada de batata? Pois é, uma blitzkrieg e s* passiert... Agora é levantar, sacudir a poeira, dar a volta por cima. Não quero analisar e procurar culpados. Importa o daqui pra frente, se não somos maiores do que o país do carnaval e do futebol, está na hora de mudarmos isto. Terminemos esta copa com dignidade como anfitriões e lembrem-se: este ano temos eleições, sabem o que é isto? É a tua escolha das pessoas que te representam, que são a tua cara, que vão traçar as linhas da tua vida como se fossem VOCÊ mesmo! Então, pensem bem, escolham bem, vivamos bem, façamos o bem! 
foto: vivendocomciencia