Monday, 26 October 2020

Crítica

Um mapastrólogo leu que a conjunção dos astros no dia e horário do meu nascimento me tornaram uma pessoa bélica. Astros ou não, sou obrigada a concordar com o diagnóstico. A crítica em mim é violenta, e por mais que eu tente ser da paz, uma força interna me empurra para a contenda. A ver.

Circunstâncias de saúde nos trouxeram a um hospital dito de altíssima categoria, tipo 5 estrelas, com uma "hotelaria" excelente. Demos entrada na noite anterior a cirurgia e um "concierge" nos escolta até o quarto, nos dá uma série de documentos para assinar - na verdade são "wavers", daqueles nos quais o hospital não assume a responsabilidade de nada e o paciente é sempre o culpado. 

Entra a enfermagem para tirar pressão, listar os remédios usuais e algumas outras recomendações. Quando perguntadas sobre a tricotomia (raspagem de pêlos), elas ignoram qualquer coisa sobre o assunto. O fato é que o cirurgião recomendou que esta fosse feita no hospital e não em casa. Assim o obedecemos. Finalmente, uma das moças resolve trazer um aparelho de barbear descartável e que o próprio paciente que se vire. Obviamente o aparelho não dá vazão. Afinal, meu marido é bastante cabeludo. Ele tenta usar o próprio aparelho que trouxe de casa, sem sucesso. Chegam mais 2 pelas mãos da enfermagem. Debaixo do chuveiro, meu marido começa a se machucar pela força que aplica para conseguir dar cabo dos pêlos. O serviço fica mal feito. Veremos o que o pessoal da sala de cirurgia vai dizer.

Vem a moça da hotelaria para mais explicações. Recebemos a senha do wifi e há um tablet acoplado à cama para que o paciente tenha acesso ao ar condicionado, às luzes, à televisão. Começa que são necessárias diversas tentativas para que a coisa funcione. Depois, só o controle da tevê não funciona. Outras amenidades fornecidas são Skype, navegador e até o Netflix. A moça é extremamente gentil e me dá pena quando a ouço dizer "quindele" (Kindle) e "dorssel" (dossel), sacanagem que não instruam seus funcionários corretamente!

Ofereceram um chá, logo aceito. Chegou uma bandeja com açúcar, adoçante, dois sachês de chá para escolha, um misturador de plástico, guardanapo e água quente, mas cadê a xícara? Pasmem. Já são 10 horas da noite, então, deixamos o assunto para lá. 

Meu marido dormiu com toalhas dobradas fazendo as vezes de travesseiro, já que o dele é altíssimo e duro. A caixa da descarga faz barulho ininterrupto de água correndo e a pia do banheiro está entupida. E olhe que isso tudo ocorreu em apenas 12 horas.

Aguardem os próximos capítulos.

O anestesista veio para um papo, deu algumas explicações. Depois, um jovem cardiologista, se apresenta e vai estar no centro cirúrgico, CFH lhe faz um intenso questionário ao qual o garoto responde com excelência. 

CFH sai do quarto às 07h28h, mas o cirurgião só chega aqui às 08h10... Para uma cirurgia marcada para as 07h...

Ah, os elogios: o quarto é grande com janelão de parede a parede, do piso ao teto que dá para uma rua tranquila, arborizada, no centro de Copacabana. Os lençóis são os tais de fios egípcios que nem tenho em casa. A geladerinha abriga água mineral normal e gaseificada, água de coco, Toddinho, Mate Leão, Coca normal e dietética, Guaraná idem e um suco de laranja muito bom. Tudo uma cortesia para o acompanhante.

O sistema de escoamento do box é fantástico, porque o piso do banheiro é constante, único, portanto, o caimento da água é muito bem calculado, nada de transbordo. 

O cheiro do ambiente não é o de hospital, é muito agradável. Todos os funcionários até agora foram muito atenciosos. O café da manhã teve Polenghinho, Activia, queijo branco e amarelo, presunto, peito de peru, mamão, melão, três tipos de pãezinhos, mel, leite e café (que não tomo, mas certamente não vou passar fome!) Recebi um menu para o almoço e para o jantar e fiz minhas escolhas - depois eu conto se a comida é boa. Pelo menos o chef é estrelado também.

E la nave vá. Darei notícias.






Chick-lit: SSC - Uilton Jotabê


Uilton Jotabê, um dos personagens principais do romance "Sob o Signo de Centauro", da autora brasileira Nancy de Lustoza Barros e Hirsch deixa os cafezais sem remorso, sem saudade. 

foto: doclondrina

Monday, 19 October 2020

A espera da carraspana

 

Sentado no muro da casa, Roni observa o grande engarrafamento provocado pela festa em homenagem a seu irmão. Nada passa por sua cabeça exceto a necessidade de se embriagar. A seu lado, copos, garrafas e latinhas de bebida. O que levou o personagem principal do romance Carrossel até aquele momento? Só adquirindo o livro no formato eletrônico através da Amazon para saber. Procure pela autora brasileira Nancy de Lustoza Barros e Hirsch e veja suas obras disponíveis. Divertimento e distração garantidos.

Friday, 16 October 2020

Na Cavalo Árabe


Contar Histórias

 Camisas velhas da seleção brasileira quando vitoriosa lavadinhas, cheirosinhas, só aguardando a hora da concentração para o jogo que já deve começar lá pro meio-dia. Televisão testada e revisada, pilha zero quilometro no controle remoto, poltrona bem na frente, reco-reco, apito e língua de sogra na mesinha do lado. Para concorrer com a vuvuzela a gente apela pra tudo. Vale até chocalho, bumbo e berrante. Juntar umas figas, umas ferraduras catadas por aí, resgatar o pé de coelho que o porteiro guarda com a chave da sua casa, acender um incenso básico, acordar com o pé direito, bate na madeira.

Vivemos nesta terra de encanto, que vira escrete de seleção a cada oportunidade, emoção a flor da pele e que também permite que misturemos as fés, superstições e crendices, porque não custa nada se prevenir. Falar em fé, que tal entrar no bolão do escritório? Afinal, quem não joga, não corre nem o risco de ganhar.

Todo mundo tem uma historinha pra contar de uma Copa qualquer. Tem aquela do guia de excursão que teve que ficar a noite toda, lá na Alemanha, ao lado do chefe da torcida de um timão, logo que o Brasil perdeu da Holanda em 1974, porque o cara queria se matar e tiveram que amarrá-lo na cama. E o fulano que em fevereiro de 2006 fez uma aposta ufanista numa casa de jogos na Inglaterra e faturou uma grana boa quando se pagava o inacreditável e, por que não dizer, insultante, sete por um na vitória canarinho?

Guardada com amor e carinho tem aquela camiseta de 1994, que era vendida nos portões dos jogos na Califórnia/EUA com as dez razões mais importantes para se amar o futebol brasileiro, tem listado nas costas: 1) Uma festa a cada jogo, 2) Cada gol celebrado de forma extravagante, 3) Gols — um monte deles, 4) Samba! Samba! Samba!, 5) Jogadores habilidosos e cheios de estilo que jogam na ofensiva, 6) Os maiores fãs no mundo todo, 7) Diversão — no campo e na plateia, 8) Cantar e dançar sem parar, 9) Pelé, 10) 1958, 1962,1970... 1994! E não deu outra.

Há um criador de Árabe que está na África do Sul, acompanhando a seleção brasileira, a trabalho, coitadinho! Será que consegue voltar de lá intacto depois do assalto das vuvuzelas? Ele conta que a camisa verde e amarela garante a entrada em qualquer lugar do mundo. Recebemos uma de presente dele, desenvolvida para ter um peso mínimo, fornecer conforto e ventilação e ser de baixo impacto ambiental — uma camiseta que equivale a oito garrafas de plástico recicladas. Fantástico. Ei, não adianta me perguntar quem ele é, que eu não digo de jeito nenhum.

Quem não gosta de futebol tem a chance de aproveitar os dias de semi feriado durante esta Copa do Mundo e passar um tempo com seus animais no haras. E se não for fácil chegar até lá, arranje um canto tranquilo da casa e coloque em dia as memórias de sua criação. Quantas histórias não temos para contar, desde o primeiro cavalo (este ninguém esquece), a primeira prova, o primeiro troféu, a primeira cria. É um bom momento de arrumar aquelas toneladas de fotografias, montar a sua própria saga. Essa que é um fio do tecido da criação do Árabe como um todo, com suas contribuições ao desenvolvimento e aprimoramento dela... Divirta-se e deixe a vuvuzela cantar lá fora.

Em tempo, ninguém merece aquele senhor do país vizinho cumprir a promessa de ficar pelado em público, né não? Pé-de-pato-mangalô-três-vezes.

 

Tuesday, 13 October 2020

Friday, 9 October 2020

5/5 Posts de Sob o Signo de Centauro



Último post da série de 5 sobre o romance da autora brasileira Nancy de Lustoza Barros e Hirsch, Laura Maqui vai assistir a um show de sua xará, Pausini no estádio italiano de San Ciro, acompanhando sua filha Sofia e amigos.

Thursday, 8 October 2020

4/5 dias sobre o Sob o Signo de Centauro - Medalha



Quarta de Cinco postagens sobre o romance Sob o Signo de Centauro de Nancy de Lustoza Barros e Hirsch:

Laura vê, desconsolada, a correntinha de ouro com a medalhinha, presente da avó, pousada no fundo da piscina. Agarrada à borda, ela não tem coragem de saltar, porque não sabe nadar. Sabe que vai apanhar muito se perder aquele mimo, mas o que pode fazer? Não há ninguém por perto para ajudar...


foto: pingente singolo

Wednesday, 7 October 2020

3/5 Posts sobre o Romance "Sob o Signo de Centauro"



No livro Sob o Signo de Centauro da escritora brasileira Nancy de Lustoza Barros e Hirsch:

Maria Fumaça - Será que foi o Barão de Mauá mesmo que instalou a primeira linha ferroviária do Brasil? A família Avoeiros Bogado lhe dá a resposta.